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sábado, 17 de julho de 2010

Para Quem Acredita (parte 1)

No post anterior eu abordei a questão da mudança de cenário no que se refere à ciência oficial aceitar a possibilidade de não estarmos sós no universo, seja na condição de formas de vida bacteriana, formas mais complexas ou até mesmo civilizações extraterrestres. Todavia, existe um grande grupo de pessoas que não somente leva essa possibilidade facilmente em consideração há bastante tempo, como está convicto de que estamos sendo visitados por ETs, que é possível estabelecer contato com tais entidades, saber quais seriam seus objetivos e ainda cultivar um ar de superioridade pelo posicionamento "tão cético e primitivo" da ciência oficial em relação ao assunto. Se você se identifica com esse perfil, este post foi escrito especialmente para você.

Antes da “fenomenologia ufológica”, existe o que eu chamaria de “fenomenologia humana”, questão sobre a qual ninguém menciona nada, sendo a mesma fundamental no entendimento do universo ufológico. Dentro dos meios esotéricos bem como na ufologia assim chamada de “mísitica” (classificação, aliás, que eu acho estúpida), encontramos muitas informações que falam abertamente sobre frotas de naves extraterrestres (de acordo com os seguidores de Ashtar Sheran, suposto comandante extraterrestre, este seria responsável por uma frota de 15 milhões de naves!), inúmeros seres desta e de outras dimensões, constante monitoramento e profundo interesse por parte dos ETs pela raça humana. Além disso, “parcerias” entre o governo americano e os chamados “greys”, “parcerias” entre a Fraternidade Branca e os ETs de “dimensões mais elevadas”, “intraterrenos” e até “ultraterrestres” (o que seria isto afinal?) borbulham em livros, palestras, vivências e vigílias de grupos mistico-esotéricos. Existe uma farta literatura por aí especulando não somente sobre as origens mas também sobre as intenções e atividade de diversas civilizações, sejam elas físicas ou extrafísicas, todas elas com suas atenções voltadas para o planeta Terra. A Internet mesmo é um vasto meio de proliferação dessas idéias e explicações sobre o que seriam e quais seriam as intenções dessas entidades extraterrestres abundam sem controle algum. Se fosse possível catalogar todo material diponível sobre essas crenças, ficaríamos surpresos com a absurda quantidade de seres extraterrestres das mais variadas procedências e condições diferenciadas de existência que é apregoada por aí, sendo que, na somatória, todos teriam interesse nos rumos da raça humana e do planeta Terra.

Mas será que é isso mesmo? No post “Ufologia Dissecada” eu abordo um tema que questiona o seguinte: se toda a fenomenologia dita “ufológica” for levada em consideração, o planeta Terra só pode ser considerado o lugar mais interessante do universo. Seria a Terra, portanto, um lugar muito especial? Vamos ver...

Do ponto de vista do vídeo Pálido Ponto Azul, o qual faz parte do post de apresentação deste blog, a Terra não é nenhum lugar especial. Situados na periferia da Via Láctea contornando uma estrela que está muito longe de ser a maior da galáxia, somos um minúsculo grão de areia em uma praia descomunal. É comum na literatura esotérica o chamamento de atenção para o perigo da raça humana terminar em um grande conflito nuclear, e que a destruição da Terra, através de uma guerra com arsenal atômico, causaria danos às civilizações extraterrestres. Nisto residiria o fato de algumas civilizações extraterrestres estarem monitorando as atividades humanas, com o intuito de evitar uma eventual catástrofe. Este tipo de argumento, embora comum, não passa de um mito pois existem explosões de magnitude infinitamente maior em estrelas gigantes se comparadas com o nosso Sol (de 50 a 100 vezes o tamanho da nossa estrela!), as quais ocorrem o tempo todo no universo. Até onde sabemos, nenhuma delas está sequer perto de afetar minimamente o equilíbrio do universo. Portanto, a pergunta que parece óbvia é a seguinte: porque uma eventual explosão de um planetinha tão diminuto quanto a Terra poderia ter qualquer importância para uma civilização extraterrestre?

Ao assistir um vídeo sobre o documentário do Discovery Channel intitulado “Alien Planet”, eu observei o físico Michio Kaku abordar esta questão com muita lucidez e humildade. Segundo o físico, é possível que haja civilizações extraterrestres muito mais avançadas em nosso universo mas, para a tristeza de muitos humanos, seu interesse por nós seria muito questionável. Ele utilizou uma analogia para exemplificar nossas diferenças, representadas pela distância entre nós e as formigas, supondo que nós, terráqueos, fossemos as formigas e os ETs fossem os humanos. Em nosso hipotético exemplo, foi contruída uma rodovia ao lado de um formigueiro. Do ponto de vista da formiga, há qualquer consciência sobre a existência de uma rodovia, carros e, obviamente, seres humanos dentro desses carros? Existe qualquer interesse por parte da colônia de formigas em detectar seres humanos? Existiria tecnologia na colônia de formigas capaz de detectar a presença de seres humanos e depois estabelecer qualquer forma de contato com eles? E do ponto de vista humano: existe qualquer interesse nas formigas ao lado da rodovia? Estaríamos interessados nelas ou passaríamos por cima das mesmas sem nem perceber que elas estão em nosso caminho? Ou pior: justamente por percebê-las é que teríamos o desejo de eliminá-las?

Não quero ser estraga prazeres do exército de crédulos, insinuando que de toda a fenomenologia ufológica apresentada, nada se salva ao ponto de não sobrar nenhuma possibilidade de estarmos sendo visitados por alienígenas. Se nós já enviamos sondas espaciais e missões robóticas para outros planetas com uma certa frequência e sucesso, imagino que civilizações muito mais antigas possam fazer o mesmo com muito mais competência. Destas maneira, não posso descartar essa possibilidade. Todavia, há de se frisar que tal possibilidade deveria ser em uma proporção imensamente menor ao que é apregoado por aí pelos ufólogos, não importa a linha de interpretação (científicos ou místicos pela estúpida classificação). E com relação aos objetivos das poucas visitas que talvez pudessem ser consideradas, suponho que estas não deveriam ter necessariamente qualquer vínculo com os interesses dos seres humanos. Do ponto de vista alienígena, é possível que estivessem interessados em suas próprias pesquisas, as quais poderiam até envolver seres humanos, mas não pelos motivos que gostaríamos que fossem. Por mais duro que isso possa parecer, a verdade não tem necessariamente qualquer ligação com os nossos desejos, carências, aspirações e megalomanias enebriantes.

Se por um lado, há muitas coisas para além das quais nossa ciência ainda é incapaz de trazer respostas satisfatórias, por outro, existe uma imensa infinidade de crenças, sejam elas místicas, esotéricas, religiosas ou ufológicas que, justamente por serem apenas crenças, só desinformam e desorientam ao invés de trazer o tão almejado conhecimento para a gente. E tais crenças, infelizmente, ocupam a maior parte do material escrito e divulgado em livros, palestras, vídeos, encontros, vivências em grupo e outras manifestações populares. Desta maneira, creio que o nosso papel é o de sermos garimpeiros criteriosos, selecionando muito bem o que lemos, vemos e ouvimos de outros e trabalhando arduamente na "construção do nosso próprio conhecimento", sem deixar-nos influenciar pelo religioso V, pelo guru X, pelo movimento Y ou pelo ufólogo Z.

A comparação é sempre uma ferramente muito válida e, ao observar as pessoas à minha volta, pude notar o pouco conhecimento histórico que possuímos. Não se trata apenas de uma ignorância generalizada sobre História Antiga mas também uma falta de conhecimento sobre nossa história recente, fator ainda mais pertubador na minha opinião. Por exemplo: a Internet é parte integrante de nossas vidas, utilizamos a grande rede todos os dias e é impressionante o quanto que nós desconhemos sobre os inúmeros esforços, descobertas e conquistas em diferentes campos do conhecimento humano que tiveram que ocorrer para viabilizar o uso da Internet da forma como nós a conhecemos hoje. Nós apenas sentamos na frente do computador e utilizamos a grande rede, sem fazer idéia do quanto isso é revolucionário. Peguem qualquer artigo sobre a história da tecnologia e vocês terão uma idéia do que estou tentando transmitir. Em outras palavras, 50 anos de história já parecem ser coisa demais para nossas humildes cabecinhas, preocupadas que elas estão com os problemas diários e a sobrevivência quase sempre com muito sacrifício. Agora, imaginem uma civilização não com 100 ou 200 anos de desenvolvimento a nossa frente mas sim uns 100.000, 200.000 ou até mesmo 1 milhão de anos à nossa frente. Somos péssimos para lidar com números, então, cito os 6.000 anos de civilização humana só para pôr essa questão em uma perspectiva mais realista. Um milhão de anos seria absurdamente mais do que toda a história da civilização humana reunida, a qual a maioria de nós desconhece em maior ou menor grau. Qual seria então a história de uma civilização com 1 milhão de anos? Que processos, dificuldades e privações tiveram que enfrentar? Qual seria o real tamanho de suas conquistas civilizatórias? O que descobriram, inventaram e superaram ao longo de tanto tempo? Qual seria a visão de mundo e de vida desses seres? Qual seria o poder dessas civilizações? Se foram necessários 6.000 anos de civilização para chegarmos ao ponto de tentar descobrir se existem planetas como o nosso nas imediações da nossa galáxia (vide as informações sobre a Missão Kepler no post "Para Quem Não Acredita"), qual seria o tempo de existência e o poder correspondente de uma civilização capaz de deslocar-se por distâncias tão absurdas, as quais nós ainda nem vencemos com o alcance do olhar dos nossos mais avançados telescópios!?!?!

Uma especulação que eu gosto de fazer, baseado nas hipóteses sobre o tempo de existência das civilizações mais avançadas (novamente a escala Kardashev), e em conformidade com o nome deste blog, é tentar perceber as coisas sob o ponto de vista de uma hipotética civilização extraterrestre. Explico: se nós, terráqueos, tivéssemos a oportunidade de estudar um planeta distante com uma população de macacos alienígenas, de que forma agiríamos? Supondo que eu fosse algo parecido com um biólogo ou psicólogo behaviorista, talvez eu quisesse observar de perto o comportamento desses macacos sob 2 perspectivas diferentes: observando-os em suas condições naturais, sem qualquer tipo de intervenção, ou aplicando-lhes diferentes estímulos. E entendam estímulos aqui como um "contato" da nossa parte. Sim, imaginem um suposto contato alienígena como um estímulo e/ou intervenção, com o objetivo de efetuar alguma espécie de análise ou estudo. E apesar do argumento sempre presente de que "os ETs respeitam nosso livre-arbítrio" (idéia comum nos meios ufológicos), é preciso lembrar que intervimos sempre no reino animal com nossas próprias pesquisas, mesmo que estejamos apenas filmando um macaco à distância no meio da selva para produzir um documentário. Do ponto de vista do macaco, poderíamos parecer "alienígenas" com uma avançada tecnologia de monitoramento.

E já posso ouvir aquele velho argumento dentro da minha mente por parte dos crédulos: "mas será que eles não fizeram pesquisas o suficiente neste planeta com a gente? Não posso aceitar tal hipótese." Quanto a isso, eu diria o seguinte: em primeiro lugar, não temos moral para ser contra supostas pesquisas alienígenas, uma vez que nós mesmos fazemos isso o tempo todo, seja com seres humanos ou com animais. Em segundo lugar, partindo do pressuposto de que somos visitados por entidades alienígenas, não temos condições de saber se foram feitas muitas pesquisas ou não (não temos acesso ao banco de dados alienígena para saber há quanto tempo isso estaria sendo feito). Em terceiro lugar, existe uma premissa muito errada de que o conhecimento é finito e, a partir de certo momento, qualquer estudo ou análise deixam de ser necessários porque partimos do princípio que "já aprendemos tudo sobre determinado assunto". Falácia inocente da nossa mente. Se assim o fosse, estaríamos plenamente satisfeitos com as explicações sobre nossa origem e vida que são encontradas às pencas na Bíblia. Além disso, nossa tecnologia se desenvolve exponencialmente a cada dia, revelando-nos aspectos da vida que até então eram completamente desconsiderados. Portanto, voltemos à experiência com os macacos alienígenas.

Se a hipótese de que estamos sendo visitados for correta, não seria nem um pouco insensato pensar que pareceríamos fósseis vivos para tais civilizações. Lembrem-se do exemplo das formigas e vocês entenderão onde quero chegar com isso. Utilizando mais uma vez a comparação, não seríamos mais do que macacos superdesenvolvidos para tais seres, com comportamento agressivo, temperamento altamente emotivo, limitação mental, baixa expectativa de vida, desorganizados socialmente, predominantemente supersticiosos e com um estilo de vida inegavelmente suicida. Como no exemplo das formigas, o distanciamento entre nós e eles seria tão incomensuravelmente grande que inviabilizaria qualquer conversa ou outra forma de comunicação. Não acredito que a comunicação em si seria o problema e sim a ausência de referências, de padrões de comparação viáveis ao nosso entendimento. Ou se por um acaso eles tomassem a iniciativa de um contato, com um suposto "conhecimento do nosso nível de entendimento", nossa capacidade de distorção, devido às nossas limitações, estragaria qualquer tipo de diálogo.

Isso trás à tona uma outra questão muito polêmica para os crédulos: a crença de que algumas pessoas estariam recebendo mensagens dos extraterrestres por vias telepáticas. Em conformidade com o parágrafo anterior, fica muito difícil aceitar o conteúdo dessas supostas mensagens, as quais parecem proliferar como uma doença nos meios místico-esotéricos. Mensagens com conteúdo previsível, visivelmente influenciadas pelo contexto humano e com uma forte carga de influência messiânica-religiosa. Como poderia, por exemplo, uma civilização extraterrestre sabe-se lá quanto tempo mais avançada que a nossa entrar em contato conosco para endossar nossas crenças, reforçar nossas superstições, ressaltar nosso ego e causar ainda mais ignorância ao "dizerem que devemos seguir nossos mestres terráqueos"? Se seguir tais ensinamentos fosse a resposta para nossos problemas, há muito nosso planeta teria se transfomado em um lugar melhor para se viver. Levando-se em conta o distanciamento ressaltado pela analogia da formiga, fica extremamente óbvio que as pessoas estão, mesmo incoscientemente, criando essas mensagens dentro das suas próprias cabeças do início ao fim. Não há, na esmagadora maioria dos casos, qualquer evidência de um eventual contato alienígena, por mais que as pessoas estejam afetadas emocionalmente pela "experiência". Mesmo se houvesse uma possibilidade de contato real por vias telepáticas, a mensagem resultante teria enormes chances de ser distorcida pela nossa mente, comprometendo seriamente o conteúdo original.

Desta maneira, termino este post da mesma forma que terminei o post "Para Quem Não Acredita". Longe de querer encerrar a questão abordada, ficará a critério do leitor chegar às suas próprias conclusões, as quais serão inevitavelmente temporárias. Explorando o outro lado da balança, do ponto de vista de quem acredita nos discos voadores, deixo aqui o meu profundo alerta sobre um assunto que há muito virou um dogma de fé. Na verdade, este post terá uma sequência onde tratarei melhor deste ponto, ficando aqui apenas uma reflexão: apesar do aparente pessimismo em relação a espécie humana, eu acredito sim em um futuro melhor. Mas acredito que o mesmo só será realizável, quando a gente descer do nosso enorme pedestal e encarar humildemente a nossa condição de completa ignorância.

Abs,

Marcio

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Água na Lua

Na última sexta-feira, dia 13 de Novembro, a NASA divulgou os resultados iniciais da análise dos dados fornecidos pela sonda LCROSS ao chocar-se intencionalmente contra a cratera lunar Cabeus, no dia 09 de Outubro de 2009 (detalhes no site oficial da NASA). E a novidade é que existe muita água na Lua, ao contrário do que imaginavam os cientistas antes de terem acesso aos dados obtidos com a missão. A cratera, que fica em uma região próxima ao pólo sul (detalhe do impacto na foto acima), possui sombra permanente e temperaturas que ficam por volta de 170 graus negativos. Ao chocar-se contra o local, a sonda LCROSS levantou um jato de vapor e outros elementos ainda não identificados à uma altura de 1,6km, dimensão equivalente a aproximados 100 litros de água. A notícia empolgou os cientistas mas estes ainda permanecem cautelosos em relação a outros tipos de elementos presentes na amostragem, pois a imensa quantidade de dados ainda está sendo analisada pelos técnicos. Se existe um sistema natural de distribuição de água por baixo da superfície ou se a amostragem descoberta representa apenas um caso isolado, os cientistas ainda não sabem responder. Toda a análise vai exigir tempo.


De qualquer maneira, a descoberta é um marco histórico na exploração espacial pois é fundamental para tornar viável, no futuro, a existência de uma ou mais bases permanentes no único satélite natural da Terra. Além da água poder ser usada para consumo humano e para a fabricação de combustível, essa notícia aumenta muito a possibilidade de ser descoberta uma forma de vida extraterrestre, ainda que de natureza bacteriana. Isso porque, até onde vai o conhecimento humano contemporâneo, a água é um componente essencial à geração da vida. E tudo isso em nosso vizinho mais próximo, praticamente “na porta de casa” se for comparado com as dimensões astronômicas com as quais os cientistas estão acostumados a lidar.


Assim, cada vez mais, aumenta minha perplexidade diante da descomunal ignorância humana, fazendo-me refletir acerca do quanto nós desconhecemos sobre o restante do universo...


Abs:

Marcio

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Mensagens na Lua

Ainda no rastro da comemoração dos 40 anos da chegada do homem à Lua, não é possível deixar de comentar a famosa frase: "Um pequeno passo para um homem, mas um grande salto para a humanidade". Mencionada por Neil Armstrong ao pisar em território lunar, o comentário histórico foi simples e emblemático, retratando muito bem o que a conquista representou. E para consolidar esse grande momento, o que muitos não sabem é que foi presa na escada do módulo lunar Eagle (Lunar Eagle Module ou simplesmente LEM) uma placa comemorativa com os seguintes dizeres: "Here men from the planet Earth first set foot upon the Moon. July 1969, A. D. We came in peace for all mankind" (Aqui os homens do planeta Terra pisaram pela primeira vez sobre a Lua. Julho de 1969, depois de Cristo. Viemos em paz em nome de toda a humanidade). Abaixo do texto foram anexadas as assinaturas dos 3 astronautas, juntamente com a assinatura do então presidente dos Estados Unidos, Richard Nixon.

O hábito de fixar placas comemorativas é uma tradição muito comum em nosso mundo e, como era de se esperar, nada mais natural do que estender essa prática à Lua. Porém, analisando com bastante cuidado a última frase do texto, poderemos perceber o seguinte: com que intuito foi colocada a sentença "Viemos em paz em nome de toda a humanidade", se oficialmente não existe ninguém lá fora para poder ler a tal da placa? Uma homenagem a um momento importante da nossa história é uma atitude compreensível e bastante aceitável, mas que diabos faz uma placa de metal em território lunar com um pequeno texto cujo sentido insinua uma tentativa de comunicação com uma criatura provida de um elevado grau de inteligência? Afinal de contas, a frase diz "...em nome de toda a humanidade", ficando claro, desta forma, que o texto é dirigido a alguém que não faz parte da raça humana, já que a mesma está ali representada pela placa de metal. Poderia ser feito uma placa comemorativa com o intuito puro e simples de inflar o nosso ego a respeito da grandiosidade do evento, sem qualquer espécie de saudação, por mais ingênua que possa parecer, a alguma espécie de espectador que parece estar além dos limites do planeta Terra.

Mas isso não é tudo. Em um dos pés do módulo lunar foi deixado um pequeno disco de silicone especialmente preparado para resistir às altas mudanças de temperatura na superfície da Lua dentro de uma capsula de alumínio. A pequena peça do tamanho de uma moeda de 50 centavos possui gravada em sua superfície externa a seguinte frase: "From Planet Earth, July 1969" (Do Planeta Terra, Julho de 1969 - Aqui, mais uma vez, a frase "Do Planeta Terra" só faz sentido se existe uma expectativa de encontrar alguém além dos limites do nosso planeta que seja capaz de ler um texto). No interior do disco, existe uma gravação de mensagens de 73 chefes de Estado e quatro documentos que compreendem as listas dos membros das comissões senatoriais e parlamentares, um trecho da Lei Nacional dos Estados Unidos sobre aeronáutica e astronáutica assinada pelo presidente Einsenhower em 1958, e algumas citações dos presidentes Kennedy, Johnson e Nixon. O disco com as mensagens foi fabricado pela divisão de semi-condutores da Sprague Electric Company, e foi apelidada com o nome Rosetta Stone (Pedra de Roseta) pela própria empresa em uma nota de divulgação para a imprensa no dia 14 de Julho de 1969. A Pedra de Roseta, para quem não sabe, é um bloco de basalto encontrado pelos soldados de Napoleão no ano de 1799, durante a expedição ao Egito. Sobre a pedra há um mesmo texto em escrita hieroglífica, demótica e grega. Por quê a empresa batizou o pequeno disco destinado a permanecer sobre a superfície da Lua com um nome tão sugestivo? E talvez o mais importante: qual a utilidade desse volume de mensagens em um território que, teoricamente, não pode ser visitado por mais ninguém além dos próprios astronautas? Todo astronauta que se preze sabe muito bem a respeito da existência desse disco de silicone, o qual só pode ser lido com o auxílio de um microscópio. Por quê então a necessidade de deixar essas mensagens sobre a superfície lunar? Teria o vôo da Apolo XI outros objetivos além daqueles que nós já conhecemos? O governo norte-americano bem como a NASA saberiam de coisas altamente sigilosas que nós sequer desconfiamos?

Teorias conspiratórias, boas doses de Arquivo X e altas dosagens de Ufologia tendenciosa podem estragar o gosto da nossa já amarga "salada mental", forçando muito uma resposta positiva para a pergunta acima. De qualquer maneira, é sempre bom manter uma pequena pitada de dúvida para mantermos fresca a nossa capacidade de questionar. Ainda que ninguém tenha assumido, é óbvio que muita gente quis deixar um sinal lá na Lua para seres de outros planetas, mesmo sob o risco de demorar uma eternidade para um evento como esse acontecer. O resto da estória, fica por conta da imaginação de cada um...

Abs:
Marcio

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Uma Simples Questão de Fé

Na semana de comemoração dos 40 anos da chegada do homem à Lua (veja o excelente site comemorativo), é interessante observar as reações das pessoas. Muita gente ainda questiona a importância desse feito. Primeiramente, já é chavão o argumento de que seria muito mais útil gastar o dinheiro investido em missões espaciais no combate à fome na África. Tal justificativa, embora bem intencionada, é bastante simplista e limitada. Por exemplo: entre transferir recursos de uma missão espacial e os recursos da indústria bélica para um projeto cujo objetivo seja acabar com a fome, eu sou muito mais a favor da segunda opção. Além disso, acabar com a fome não resolve o problema das regiões castigadas pela extrema pobreza. Seria necessário ir muito mais além, fomentando a educação, controlando rigorosamente a natalidade, gerando emprego e moradia, tudo de acordo com as boas práticas de desenvolvimento sustentável. Por outro lado, a exploração científica nunca é uma iniciativa inútil e, se formos buscar as informações sobre os benefícios resultantes do avanço da tecnologia aeroespacial bem como das investigações científicas envolvidas, tanto na Terra quanto no espaço, vamos achar muitas aplicações na melhoria das condições humanas (confira alguns destes benefícios no site da Nasa). Ou seja, é preciso haver desenvolvimento tecnológico para gerar desenvolvimento econômico. E sem desenvolvimento econômico, não há como combater a fome bem como outros problemas sociais.

E sob o ponto de vista do espírito humano, nós nascemos para ser exploradores. Foi a curiosidade e o espírito da descoberta que fizeram o homem se aventurar pelos mares em busca de novos continentes. Hoje, nos encontramos na América do Sul graças ao advento das grandes explorações marítimas. Infelizmente, existe a fome física sim mas também existe a fome do espírito, da alma humana em busca de respostas e melhores condições de vida, e esta nunca poderá ser estrangulada, sob o risco de deixarmos de ser simplesmente humanos. Aos opositores de plantão, me desculpem: ciência e exploração espacial são questões fundamentais em nossa vida.

Mas apesar disso tudo, no final, parece que a chegada do homem à Lua acaba sendo reduzida à uma simples questão de fé: acreditar ou não. Em outras palavras, a chegada do homem à Lua acaba entrando para o hall dos anjos, fadas, elfos, gnomos, fantasmas, etc. E é justamente aqui que encontramos um ponto muito interessante. A falta de conhecimento faz o ser humano ter uma postura de fé frente às coisas que nunca deveriam ser encaradas desta forma. Por exemplo: ninguém sai por aí dizendo que acredita no automóvel. Sabemos que o automóvel existe, utilizamos o automóvel todos os dias, ou seja, é um engenho humano inquestionável, sobre o qual qualquer questionamento só poderia ser encarado como loucura. Agora, pegue o mesmo exemplo e tente aplicá-lo à uma tribo no meio da selva amazônica que nunca teve contato com a civilização. Tente convencer os indígenas de que existe uma máquina com 4 rodas capaz de transportar as pessoas de um lado para outro sem ter a opção de mostrar o automóvel para eles. Fácil convencer, não é?

Da mesma forma, muitas pessoas ainda se comportam como "indígenas que nunca tiveram contato com a civilização", alegando que o homem nunca poderia ter chegado à Lua por conta das mais estranhas justificativas. Coisas do tipo: "isso não está escrito na Bíblia", "o homem não pode brincar de ser Deus", "a Lua não tem porta" e por aí vai (vide a matéria "Brasileiros não acreditam, 40 anos depois, que o homem foi à Lua" do site G1). E o pior é que o ceticismo extremo não é apenas o subproduto de gente que não teve acesso à educação. Tem muita gente articulada, com pleno acesso à informação que continua a negar veementemente o grande feito (levanta-se aqui, todavia, a dúvida sobre a qualidade da educação envolvida), utilizando teorias de conspiração baseadas em alegações de que tanto as fotos como os filmes divulgados foram falsificados. Bom, não entrarei aqui no mérito da discussão sobre a autenticidade da conquista. Existe informação de sobra que comprova o incrível feito em sites de confiança na Internet e até em programas de TV a cabo como o MythBusters da Discovery Channel, dedicando um episódio inteiro à elucidação de todas essas teorias opositoras sem fundamento. Aqueles que quiserem pesquisar, divirtam-se...

Voltando ao foco do tema que eu quero desenvolver, é interessante notar que em ambos os casos (teorias simplistas ou elaboradas) a falta de conhecimento acaba gerando uma perspectiva de fé. Deveríamos encarar a chegada do homem à Lua como o exemplo do automóvel que eu citei anteriormente mas, ao contrário, achamos que o evento nunca existiu baseados simplesmente nas crenças. A crenca de que foi uma fraude, crença em teorias de conspiração, crença na Bíblia, crença na desconfiança, crença, crença e mais crença (para outros tipos de crença que também se encaixam na concepção geral deste post, sugiro a leitura dos tópicos "Atentado à Razão", "Segunda Idade das Trevas" "Fanatismo", "Liberdade!?!?!", "Evangelização" e "Deus é Gente", partes 1 e 2). O mais paradoxal é que a crença é capaz de negar até mesmo as evidências mais contundentes. Neste ponto, não interessa mais saber a verdade. A pessoa apega-se tão profundamente às suas próprias idéias que é incapaz de reconhecer que sua visão está furada, mesmo na frente da evidência mais palpável cujo significado derruba suas premissas mais arraigadas. Ela prefere se enganar ao invés de reconhecer o seu equívoco. Infelizmente, tal exemplo não se limita apenas ao caso da chegada do homem à Lua, mas expande-se também para todos os setores da nossa vida. Questões complexas como vida, morte, razão do universo, do mundo e do homem existirem, probabilidade de haver vida extraterreste, seja ela inteligente ou não, estão todas muito comprometidas pela intervenção de nossas crenças. Neste sentido, infelizmente, estamos muito longe de descobrir a verdade.

Desta maneira, vemos que o volume de crenças e supertições é inversamente proporcional à falta de conhecimento. A falta de conhecimento abre espaço para a proliferação das crenças, sejam elas religiosas, folclóricas, esotéricas, etc. Num mundo cada vez mais religioso, é fácil concluir que a educação constitui um sistema falido em nossa sociedade. Onde quer que tenha falhado a nossa educação, seja no seio familiar, nas escolas, no trabalho ou universidades, entrou a crença no lugar de uma forma muito fácil e forte para preencher a cratera da nossa abissal ignorância. E a Internet, como reflexo do mundo real, apenas replica o problema existente na forma de comunidades, grupos, movimentos, linhas de pensamento, seitas e religiões cada vez mais específicas. Perde-se assim a noção de convívio em sociedade, pluraridade e diversidade de idéias para fortalecer cada vez mais o individualismo, a especificidade e o sectarismo.

Por fim, depoimentos como o do servidor público José Ribamar Ribeiro, o qual justifica a suposta "fraude da NASA" na matéria do G1 (com a alegação: "Por que o homem nunca foi ao Sol?”) de forma tão simplória, vão continuar a acontecer por um bom tempo. Só espero que possamos ser muito mais humildes, reconhecer nossa ignorância e repudiar a imposição da crença como forma imediatista de cobrir nossos buracos interiores. Somente assim seremos realmente livres para caminhar paulatinamente em direção à verdade presente em todas as coisas.

Abs:

Marcio

sexta-feira, 12 de junho de 2009

EmoET?

Tentando responder uma indagação da seguidora Rita no post "Glória ao Senhor, minha única droga!", a qual envolveu a seguinte idéia: "Como vc acha que os extrarrestres lidam com a emoção?", eu desenvolvi o seguinte:

Bom Rita, a resposta curta e honesta para a sua indagação é: eu não sei. Todavia, poderíamos especular através da comparação com o que nós fazemos em nosso planeta. Uma pessoa que não sabe lidar com as emoções é comumente vista como uma pessoa destemperada: ansiedade, nervosismo, julgamento falho, precipitação, paralisia, autoproteção, crises de choro e até violência participam do comportamento de uma pessoa destemperada, tendo mais ou menos um pouco de cada item, variando muito de pessoa para pessoa. Pois bem, teriam os extraterrestres o mesmo tipo de comportamento? Bem, não teríamos como generalizar isso por todo o universo mas, em relação aos alienígenas que viajam através do espaço, eu acredito que eles não seriam dominados pela emoção e vou explicar o motivo.

Avaliando todos os detalhes possíveis em uma missão espacial tripulada, vemos que existe um universo de coisas em jogo por estarmos lidando com condições hostis para a vida humana. Existem muitas equipes de altíssimo nível técnico trabalhando em diferentes estágios da missão para garantir que tudo dê certo e que nenhuma falha resulte em perda de milhões de dólares em investimentos ou pior: resulte em perda de vida humana. A fórmula certa de combustível, o traje adequado, a alimentação correta, toda a tecnologia envolvida, aperfeiçoamentos que precisam ser testados, tarefas que precisam ser executadas, procedimentos de segurança, enfim, esta lista é demasiadamente longa... Fora isso, existe todo o preparo físico, mental e psicológico dos astronautas, os quais devem zelar também para que todos os detalhes envolvidos sejam considerados e que em um momento de crise essas pessoas possam estar aptas à resolver eventuais problemas, os quais são geralmente de caráter fatal.

Agora você imagina um astronauta despreparado, destemperado, que não saiba lidar com as emoções, mesmo sem qualquer crise envolvida, só pelo fato de pensar que está a bordo de um ônibus espacial ao redor da órbita terrestre. O que uma pessoa como essa poderia estar colocando a perder? Bom, praticamente tudo.

Se compararmos as missões da NASA com hipotéticas viagens espaciais intergaláticas, nossas viagens tornam-se realizações muito primitivas. Uma coisa é uma missão para fora da órbita terrestre para consertar um telescóspio ou no máximo pousar na Lua (feitos que são, obviamente, um avanço muito grande para a humanidade). Outra coisa completamente diferente é superar as monstruosas e paradoxais fronteiras do espaço/tempo em uma viagem interestelar, ainda mais com outra grande diferença de poder encontrar uma civilização diferente pela frente. Se precisamos de gente muito preparada para o primeiro caso, imagine para o segundo.

Desta forma, acredito que os extraterrestres que viajam pelo espaço saibam lidar muito bem com as emoções. Aliás, poderíamos especular se não seriam os sentimentos ao invés das emoções aqui em jogo nesta especulação, justamente por tudo aquilo que eu comentei anteriormente. Assim, imagino que teríamos que definir o que seria emoção, razão e sentimento para levar esta discussão a um patamar um pouco mais adiante. Se quiser falar um pouco sobre isso, podemos desenvolver um outro post...

Abs:
Marcio

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Evangelização

Em um almoço típico de Domingo, fui perguntado sobre qual seria a minha religião. Disse aos presentes que não seguia religião alguma e, durante alguns segundos, aquela resposta soou como algo inaceitável. Talvez fosse preferível eu dizer que era budista, muçulmano, umbandista mas, alguém sem religião, pareceu um problema que deveria ser resolvido imediatamente. Uma oportunidade de fazer uma boa ação, dar um objetivo à minha vida e corrigir um grave defeito da natureza. Apesar de pouco tempo depois ter sido externado que respeitavam meu posicionamento, uma tentativa de evangelização foi iniciada. Um dos presentes mencionou que, embora ele tivesse o maior respeito pela minha postura, ele tinha o "dever de me aconselhar". Ouvi o aconselhamento na forma de leitura de um trecho bíblico, alguns comentários se seguiram e, diante de minha postura passiva e silenciosa, a estória terminou tão repentinamente como começou.

A experiência acima vivenciada por mim revela vários aspectos interessantes de serem analisados sob o ponto de vista da psicologia humana mas, desta vez, focarei apenas na dinâmica dos paradigmas.

A definição da palavra "paradigma" significa literalmente "modelo", dentro do qual, existe um conjunto de regras e padrões que determinam os limites de uma abordagem qualquer. Isto é, em outras palavras, seria um modelo teórico utilizado para entender e interpretar a nossa própria realidade. São os paradigmas que definem aquilo que é certo ou errado, aquilo que é possível ou impossível realizar em um determinado momento histórico de uma cultura. Os paradigmas, na verdade, nada mais são do que as maneiras pelas quais nós fazemos ou pensamos qualquer tipo de coisa, princípio cuja essência não significa, em absoluto, que tais maneiras sejam as únicas existentes ou talvez as mais adequadas para interpretar uma situação. Deste modo, os paradigmas são uma espécie de filtro mental, através do qual, as informações são previamente selecionadas de acordo com as crenças e os valores de um indivíduo, de um agrupamento de pessoas ou de uma sociedade. Para completar o raciocínio descritivo da palavra, achei este texto interessante na Internet:

"Aqueles que partilham de um determinado paradigma aceitam a descrição de mundo que lhes é oferecida sem criticar os fundamentos íntimos de tal descrição. Isto significa que o olhar deles está estruturado de maneira a perceber só uma determinada fração de fatos e as relações entre esses fatos. Qualquer coisa que não seja coerente com tal descrição passa desapercebida, sendo vista como um elemento marginal ou sem importância" (fonte:site da UCB).

E foi exatamente isso que ocorreu comigo. Não houve nem ao menos uma curiosidade para saber quais seriam as motivações que me levaram a ter tal posicionamento, sendo muito mais importante convercer-me que a minha visão deveria se enquadrar no paradigma do grupo ali presente.

Um exemplo típico de como funcionam os paradigmas foi a certeza geral de que a Terra era o centro do universo e o Sol, por sua vez, um astro que girava ao redor do nosso planetinha. Milhares de anos se passaram e algumas pessoas foram assassinadas até que o paradigma antigo fosse substituído pelo fato de que é a Terra que orbita ao redor do Sol e nós não estamos no centro de absolutamente nada. Outro exemplo bem mais recente no mundo da ciência foi o consenso geral de que não poderia haver planetas além do nosso sistema solar, sendo hoje conhecidos mais de 200 planetas extra-solares, número que poderá aumentar com o lançamento da sonda Kepler pela NASA. Um clássico exemplo de que a ficção de hoje pode ser a realidade de amanhã e não é pelo fato de um grande número de pessoas acreditar em algo que esse algo deve necessariamente existir ou ser uma interpretação confiável da realidade ao nosso redor.

Desta maneira, podemos perceber que existem vários tipos de paradigmas, sejam eles científicos, ideológicos, filosóficos, religiosos, etc. Porém, os mais difíceis de serem quebrados, mesmo em parte, são os religiosos, devido ao poder emocional dos dogmas e a cegueira causada pelas certezas absolutas. Muita gente pode inclusive passar a vida inteira dentro de apenas um único paradigma, sem suspeitar que a pessoa ao lado (um primo, um amigo, um vizinho) tinha um pensamento diferente que poderia ser até interessante de ser conhecido. Um "universo paralelo" ali, cheio de possibilidades, sempre disponível em termos de proximidade, mas inacessível por causa do poder limitante dos paradigmas. Em 37 anos de existência, essa foi a primeira vez que passei por uma experiência de ser evangelizado. Embora tenha cruzado com religiosos ao longo da minha vida, ninguém nunca chegou até a mim para tentar convencer-me de que seu paradigma deveria substituir o meu. Com um certo pesar, observo isso acontecer em pleno século XIX, no mesmo dia em que o padre Fábio de Melo é entrevistado no Faustão e menciona várias vezes a palavra "evangelização" seguida de aplausos da platéia. Mais um dia de tristes constatações sobre os rumos que nosso mundo parece estar tomando. Para maiores informações a respeito dessas evidências em nossa sociedade, vide o post "Liberdade!?!?!" e "Segunda Idade das Trevas"...

Abs:
Marcio